Relutância direcionada
De: Ronaldo Massula
poesia
massula@starmedia.com.br
Em: 15/04/2001
A vida, que competência
Tudo selvagem, sobrevivência
A vontade de subir e crescer
Crescer e se apaixonar
Amar ao que você faz
Da forma que lhe compraz
Gostar do desafio, que lhe da mais força e brio
Num mundo incessantemente inconstante
No poder da classe dominante
Você luta, até não quer o cabresto
Está sempre querendo sair do cesto
Pelo menos pra ter autencidade
Mas o cerco é violento, você fica sem argumento, e sai pregando a democracia...
Liberdade, pra quê?
Pra morrer de frio ou fome, pra não ter nem rumo nem nome, enquanto sorri a alta burguesia?
O destino?
Viva com ele sorrindo
Não se faz destino fugindo
Tem que morder, lutar, suar
Não se direcione para o leste e vá
Pois do outro lado também há um lugar
Não faça de sua vida um inútil armário
Nem venha rir de mim, um grande otário
Que busca mostrar a realidade do cenário
Onde o sonho se sobressai na maioria
A ilusão fica parecendo utopia
Quando a utopia deveria ser a realidade.
Ronaldo Massula em 1988 ( aos 18 anos de idade)
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