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Diferencial espírita
De: José Rodrigues

zero@carrier.com.br
Em: 22/11/01


A filosofia espírita desenvolve um conteúdo que estimula o progresso e ao mesmo tempo instrumenta o espírito a respeitar o semelhante. É uma chave para a concórdia entre os povos, cujas diferenças não precisam ser defendidas por conflitos, muito menos bélicos.
Lamenta-se, contudo, que a estruturação da idéia espírita, pelo menos no Brasil, tenha, em grande parte, tomado o caminho da alienação em relação aos grandes problemas humanos. O tempo se esvai em ritualismos disfarçados e na aceitação de um status quo social inadmissível à luz dos direitos humanos.
A sociedade está ávida por um conhecimento mais profundo sobre o homem, sua natureza integral, talvez o instrumento que iniba a dominação do mais forte. Os excluídos, aqueles que não acompanham a inovação dos tidos por instruídos, ficam à margem de um processo que acaba por ser negativamente contaminado socialmente. No final, o todo é atingido, pois a exclusão social não significa a exclusão do mundo.
É equívoco pensar-se, no entanto, que o estado religioso contenha as saídas para o progresso integral. Ao contrário, focos de fanatismos e arbitrariedades, esses estados querem manter poderes permanentes e desnaturados. São poderes que separam os homens. E quanto mais cedo se extinguirem, melhor para todos.
O 11 de setembro reflete esse conjunto, um doloroso sinal de necessidade de mudanças de rumos e conceitos, pois a Terra tem abundância, é generosa e contém todas as sementes para o bem estar de todos.


 
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