Por uma postura moral límpida e coerente
De: Eugenio Lara
Coordenador do site Pense, membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita, membro do Instituto Cultural Kardecista de Santos e articulista do jornal de cultura espírita Abertura. Reside em São Vicente.
eugeniolara@uol.com.br
Em: 09/08/2002
A ética espírita, quando bem entendida e praticada, leva qualquer indivíduo a repensar seus valores e rejeitar qualquer forma de corrupção. A ética espírita é inimiga da corrupção, pois essa prática mórbida e danosa fundamenta-se no egoísmo, no interesse pessoal inconseqüente.
O custo da corrupção é muito alto. Os altos índices de miserabilidade, a destruição do meio ambiente, do patrimônio coletivo, são algumas das chagas provocadas por essa prática que tende a desaparecer na medida em que o ser humano for evoluindo moralmente.
Se hoje a corrupção é regra, presente no nosso dia-a-dia, nas pequenas coisas, dia virá em que ela será uma exceção quando a solidariedade, a fraternidade e o respeito mútuo entre as pessoas, entre as nações se manifestar não somente no discurso, mas principalmente no comportamento, na legislação.
A corrupção em nosso País vem de longa data. Ela é uma conseqüência da imperfeição moral e de uma contingência da cultura, de uma herança cultural oriunda da colonização portuguesa.
Somente através de uma postura moral límpida e coerente com princípios morais, nas relações inter-pessoais e na prática social é que iremos eliminando aos poucos essa praga, esse verdadeiro câncer social, a fim de criarmos uma nova mentalidade voltada para o bem-estar social.
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