Um Marco da Decadência do Império do Tio Sam
De: Eugenio Lara
Arquiteto, jornalista, membro-fundador do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita (CPDoc), membro do Instituto Cultural Kardecista de Santos (ICKS) e um dos coordenadores do site PENSE.
eugeniolara@uol.com.br
Em: 25/02/2003
Mesmo durante o período da Guerra Fria, os Estados Unidos não pediam licença para ninguém quando era de seu interesse invadir determinado país. Bastava garantir uma certa legalidade interna, um manipulado apoio da opinião pública e, pronto, mais uma guerra imperialista, milhares de mortos e a história está aí para nos mostrar o que foi feito no Camboja, no Vietnã, no Afeganistão, na Nicarágua e em tantos outros países.
No entanto, hoje o contexto é outro. O mundo inteiro se volta contra essa guerra estúpida. Todas as armas estão sendo usadas, inclusive uma nova arma, a Internet, que ainda será acessível ao mais simples dos mortais.
Esse é o dado novo que, suponho, os dirigentes americanos não podem subestimar. Sem o aval da ONU, da comunidade internacional, Seu Bush terá de se render à seguinte evidência: ninguém quer essa guerra, nem os iraquianos, muito menos os norte-americanos.
Por outro lado, entendo que em certos momentos da evolução humana, o conflito e a destruição são necessários. Não dá mais para suportar esses conflitos étnicos e religiosos no Oriente Médio, que acabam influindo em todo o mundo. Essa gente, que não quer a paz, que se odeia, precisa ser expelida desse planeta, ainda que seja da forma mais truculenta possível, através da guerra, da destruição em massa. Alguém tem de apertar o botão, o gatilho, o escândalo tem de vir a fim de que essa transformação ocorra de forma efetiva.
Gandhi demonstrou que é possível, através da desobediência civil e da não-violência, promover as mudanças necessárias. Mas as gerações que vieram depois dele não souberam assimilar o seu ativismo. O país mais poderoso do mundo é governado por um imbecil, um troglodita fascinado que, em nome do poder, deseja a glória, quer deixar seu nome na história como o presidente que liquidou o terrorismo. Qualquer filósofo de botequim sabe que, antes mesmo de ser deflagrada mais essa guerra, o Seu Bush já entrou para a posteridade como o presidente mais medíocre, antipático e incompetente de seu país.
Se acontecer essa guerra, ela se constituirá num marco da decadência do império do Tio Sam, cujo prenúncio se deu em 11 de setembro de 2001. E a queda desse império maldito é apenas uma questão de tempo, pois como diziam os espíritos a Kardec, a marcha do progresso é inevitável. E ai daqueles que quiserem se opor à evolução e à força das coisas. “Pobres seres, que Deus castigará! Serão levados de roldão pela torrente que procuram deter.” (O Livro dos Espíritos, questão 781).
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