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O limite das forças
De: José Rodrigues
Jornalista e economista

zero@carrier.com.br
Em: 14/12/2003


Os países que atingiram um certo grau de civilização garantem o sustento de seus cidadãos de forma digna. Há nações que chegam a dar essa garantia mesmo se seus nacionais estejam vivendo fora do território de origem. Em outras circunstâncias semelhantes, países há que cobrem despesas de medicamentos essencias às pessoas idosas.
São medidas de caráter geral que impedem a degradação da vida e do ser humano numa fase de maior necessidade. E se o estado não cumpre esse papel, cabe aos mais próximos fazê-lo, no limite de suas possibilidades.
Isso não impede que as leis da natureza sigam seu curso. A busca da satisfação pessoal e espiritual não termina com o preenchimento das necessidades materiais. A vida pede algo mais, que só o trabalho e a criação podem oferecer. Isso pode resultar em conflitos com leis humanas que protegem o cidadão quando este ainda dispõe de energias e tempo para o trabalho. São verdadeiras armadilhas que aprisionam pessoas iludidas com o “dia da aposentadoria”. Que se agrava com o aumento da expectativa de vida.
Uma visão espírita pode ajudar o homem a decidir melhor sobre “quando parar”. A rigor, nunca, pois se faltam as forças para trabalhos físicos, há outros de ordem intelectual, de igual valor na construção de obras. “O limite das forças”, dado pelos Espíritos para o momento da parada, é mesmo a melhor indicação.


 
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