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O Trabalho
De: wilson francisco
Massoterapeuta

wfmsg@ig.com.br
Em: 02/05/2004


O trabalho está contido na Lei Natural. Ele é exercido pelo princípio inteligente a partir de sua humanização, no sentido de:
a) Desenvolver habilidades e abrir canais de percepção com o mundo físico;
b) Estabelecer relação com o mundo, coisas e os seres, estruturando a sociabilidade;
c) Adquirir meios e ampliar recursos orgânicos para sua sobrevivência;
d) Exercitar uma multivivência que o mantenha conectado com a sua espiritualidade e a espiritualidade superior.

Na parábola dos trabalhadores da vinha, Jesus nos ensina sobre o trabalho como exercício de desenvolvimento sensorial e espiritual, sem a expectativa de resultado/recompensa. Realizado para o autodesenvolvimento e pela vontade de ser e estar agindo no mundo terreno.

O pagamento que o senhor da vinha realizou, igualando os valores apesar da diferença do tempo trabalhado, representa um juízo de valor sobre o trabalho em si, pela execução da tarefa, não pelo tempo ou esforço despendido. O trabalho, quando é executado como uma ação espiritual, é atemporal e não causa desgaste. Ele é, em si mesmo, um motivo de alegria. Conquiste tudo e não leve nada.

Hoje, o conceito de trabalho está sendo alterado. As ações de recursos humanos das empresas requisitam, com preferência, as criaturas cuja excelência e inteligência emocional estejam bem desenvolvidas.

A espiritualidade nos negócios pode ser entendida como a humanização do trabalho a partir da abolição das atividades puramente técnicas e da adoção da administração horizontalizada.

As empresas têm investido bastante em projetos envolvendo a participação do empregado, com o objetivo de aproveitar ao máximo o seu potencial criativo. O chamado “lado espiritual” das pessoas, dizem, é o que lhes anima para o trabalho e o que propicia o “insight” próprio das melhores idéias.

O trabalho, enquanto recurso para o conforto, a sobrevivência e a realização pessoal, é um exercício de direito. Todo cidadão pode e deve exercê-lo.

A nossa sociedade está atravessando um período que exige definições. A percepção da gratuidade, segundo algumas pessoas, desapareceu, evaporou-se da humanidade.

Por outro lado, o Terceiro Setor agrega pessoas cuja disponibilidade as envolve em ações filantrópicas profissionais.

O conceito de gratuidade na Doutrina Espírita está implícito na intermediação. Se você age como um instrumento dos Espíritos então não pode cobrar. Ao dar um passe o espírita não cobra, porque o passe segundo o Espiritismo é uma ação do médium assistido por um Espírito. Se ele vai dar uma sopa para o pobre a gratuidade acontece porque o ato é caritativo: é um ato social e de amor ao próximo.

O trabalho é um direito de toda criatura. E ela pode e deve exercê-lo onde estiver. E cada cidadão poderá praticá-lo para suas conquistas pessoais ou espirituais. Há que se destacar, todavia, que para a Lei Divina o trabalho é um exercício de inteligência e amor.

Susan Campbell diz que “na realidade não trabalhamos para ganhar a vida. Trabalhamos para nos desenvolver”.

“A felicidade está embasada em dois pilares: o trabalho e o amor”, afirmou Freud.

Segundo Léon Denis, “o trabalho é a dignidade do ser humano. Quando o homem está ocupado com sua tarefa, as paixões se aquietam. Acalmam as nossas angústias e fecunda a nossa inteligência. O trabalho é a comunhão dos seres. Por ele nos aproximamos uns dos outros, aprendemos a nos auxiliar, a nos unir; daí à fraternidade só há um passo”.


 
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