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  • O espiritismo e as questões de nosso tempo

    Entrevista de Milton Rubens Medran Moreira

    Nesta entrevista exclusiva concedida ao PENSE, o advogado e jornalista Milton Rubens Medran Moreira, 70 anos, abre seu coração e sua mente para abordar temas atuais e complexos como a questão da ética e utopia espíritas, do espiritismo pós-cristão, do casamento homossexual, da contribuição da doutrina espírita à juventude e à Terceira Idade, dentre outras questões. De formação católica, Medran tomou contato com o espiritismo na maturidade e identificou nesta filosofia espiritualista a resposta para suas inquietações filosóficas e questionamentos, desde o tempo do internato em seminário capuchinho. Antes de frequentar algum centro espírita, já havia lido toda a obra kardequiana e, convicto dos ideais espíritas, passou a atuar no movimento espírita gaúcho, onde teve destacada participação no final da década de 1980. Foi o primeiro espírita brasileiro a presidir a Confederação Espírita Pan-Americana, por oito anos, de 2000 a 2008. Articulista, orador, autor de vários livros espíritas, Medran é membro atuante do Centro Cultural Espírita de Porto Alegre e mantém uma coluna semanal no jornal Diário Gaúcho, onde aborda temas atuais sob a ótica espírita. - Leia a íntegra



  • "A educação transformadora é a maior contribuição do Espiritismo"

    Entrevista de Almir Del Prette

    "Acho que a maior contribuição do Espiritismo para a sociedade reside na educação transformadora. Para alguns pode parecer contraditório afirmar que o Espiritismo não irá fazer essa transformação, mas secundar tal trabalho. Isso está em “Obras Póstumas”, ou seja, na visão de Allan Kardec ele será uma das forças desse movimento. Pode-se dizer que tal movimento já começou." A conclusão é do psicólogo e espírita Almir Del Prette, de Lins-SP, um dos expositores do pioneiro Encontro Nacional Sobre a Doutrina Social Espírita, realizado na cidade de Santos-SP, em 1985. Pesquisador, entusiasta da educação, Almir Del Prette é uma das poucas vozes lúcidas e críticas entre os espíritas de atuação acadêmica, com vários artigos científicos e livros publicados, sempre inspirados na filosofia espírita e em sua doutrina social. Essas e outras questões da atualidade são abordadas com maestria por Del Prette, nesta entrevista exclusiva concedida ao PENSE. - Leia a íntegra



  • “Todo espírita deve ser socialista”

    Entrevista de Eusínio Lavigne

    Eusínio Gaston Lavigne faz parte da galeria de grandes pensadores espíritas quase desconhecidos do movimento espírita brasileiro. Nascido em Ilhéus-BA, em 17 de dezembro de 1883, Lavigne era, no dizer do escritor espírita Deolindo Amorim, “espírita da velha guarda”, homem extremamente culto, pioneiro na criação de círculos de cultura espírita na Bahia. Sua preferência pelo lado científico e filosófico do Espiritismo resultou em ostracismo, no esquecimento, ainda que tenha defendido a doutrina espírita na imprensa em diversas ocasiões. Advogado, membro militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Lavigne foi empossado como prefeito de Ilhéus em 1930. Eleito prefeito pelo voto popular em 1934, foi deposto em 1937, perseguido e preso por suas posições abertamente comunistas. É considerado o maior prefeito da história de Ilhéus. Crítico contundente do religiosismo no Espiritismo, Lavigne procurou analisar e confrontar as teses marxistas com o pensamento social espírita. Nesta entrevista, originalmente publicada na Revista Internacional de Espiritismo (1971), podemos ter uma noção do arrojo e equilíbrio de suas ideias em torno de temas polêmicos e ainda atuais, como a questão do Espiritismo laico, do socialismo e da doutrina social espírita. Eusínio Lavigne desencarnou em 30 de abril de 1973, aos 89 anos. Leia a seguir a íntegra da entrevista. - Leia a íntegra



  • “O espiritismo rompeu o “ninho do centro espírita”

    Entrevista de Aylton Guido Coimbra Paiva

    Adepto do corporativismo, de uma vivência espírita voltada para a defesa da dignidade humana e da construção de uma sociedade justa, livre e fraterna, Aylton Guido Coimbra Paiva, 73 anos, vê no espiritismo um grande aliado na construção de um mundo melhor: “com sua doutrina social, tem uma grande contribuição a oferecer para a melhoria espiritual e social da humanidade”. Bacharel em direito, agente fiscal de rendas aposentado e escritor, Aylton Paiva, de Lins-SP é casado com Maria Eny Paiva, pai de três filhos, cinco netos. Tornou-se conhecido dos espíritas pelo lançamento, nos anos 1980, de Espiritismo e Política, obra que provocou muito debate pela abordagem de um tema até então considerado tabu no meio espírita. Foi um ativo participante do I Encontro Nacional Sobre a Doutrina Social Espírita (1985), realizado em Santos-SP. Atualmente preside o Instituto Espírita de Estudos e Pesquisas Sociais, do qual é fundador, e dirige o Hospital Espírita dr. Adolfo Bezerra de Menezes, ambos em Lins-SP. Nessa entrevista exclusiva, concedida ao PENSE por e-mail, Aylton Paiva aborda diversos temas, com o mesmo equilíbrio e ponderação que sempre pautaram sua conduta no movimento espírita. Leia a seguir a íntegra da entrevista. - Leia a íntegra



  • "O espírita não pode ser um conservador"

    Entrevista de José Rodrigues

    “O espírita não pode ser conservador por natureza, de maneira nenhuma. Se todos nós admitimos o princípio da liberdade, ao qual está ligado o da igualdade, devemos incluir também o da justiça. E como um fator unindo estes três princípios, está a ideia da fraternidade.” Esta afirmação, dentre outras, demonstra que mesmo depois de mais de 20 anos, o pensamento social espírita de José Rodrigues (1) permanece atual, vivo, como se fosse hoje. A presente entrevista que o PENSE republica, foi concedida pelo jornalista, economista e cofundador deste site ao jornalista Itacir Luchtemberg, para o periódico espírita “O Imortal”, de Cambé-PR. Ela é parte integrante da edição de dezembro de 1986, ano 34, nº 396. Veja a seguir a íntegra da entrevista: - Leia a íntegra



  • A reencarnação como expressão maior da justiça

    Entrevista de Miguel Reale Júnior

    “A doutrina da reencarnação é a meu ver a maior expressão da justiça. A reencarnação não é castigo, é oportunidade de evolução.”

    A afirmação é do jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça (2002), professor titular de Direito Penal na Universidade de São Paulo (USP), secretário de Administração do Estado de São Paulo (governo de Mário Covas Jr. - 1995/2001), secretário de Segurança Pública do Estado (governo Franco Montoro - 1983/1987), entre outros títulos, além de escritor e membro da Academia Paulista de Letras. Com doutorado pela mesma USP em 1971, o professor Reale Júnior foi autor de texto publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 3 de janeiro de 2009, no qual, sob o título “Razão e religião”, expôs as mudanças conceituais de Cesare Lombroso, cuja centenário de desencarnação ocorre em 2009, provocadas pelo estudo do espiritismo. Lombroso notabilizou-se pela formulação da hipótese de que o criminoso seria fruto de um atavismo, demonstrado em suas feições físicas.

    Na entrevista, Miguel Reale Júnior revela que frequenta reuniões mediúnicas há 30 anos, dá dados e raízes familiares em torno do meio, outras de ordem política e fala de sua atuação no campo do direito e especificamente da luta para levar a justiça a maior número de brasileiros.

    “Venho lutando para se dotar os presídios de oficinas de trabalho, a fim de que o preso possa sentir que, se perdeu a liberdade, não perdeu a dignidade, a ser mantida pelo trabalho”, diz. Acrescenta que: “A evolução espiritual não encontra terreno fértil no meio prisional, onde vigora a lei do cão, dos chefetes de cadeia, enquanto o regulamento administrativo e a Lei de Execução Penal são apenas para “inglês ver”.

    O texto de Reale Júnior publicado no “Estadão” circulou na lista da Confederação Espírita Pan-Americana (Cepa), junto a especulações sobre o conhecimento do espiritismo demonstrado pelo autor. Instigado pelo inusitado fato, considerando o renome nacional do autor e em vista do veículo utilizado, um dos maiores jornais do país, tido como conservador no trato com o espiritismo, José Rodrigues, um dos coordenadores do site Pense - Pensamento Social Espírita, manteve contatos via e-mail com o jurista. Sua aceitação foi de pronto e sem restrições. Das dez questões dirigidas ao entrevistado, sete foram elaboradas por José Rodrigues e três por Milton Medran Moreira, procurador da justiça aposentado e ex-presidente da Cepa. - Leia a íntegra




  • As pesquisas biomédicas e o futuro solidário

    Entrevista de Ademar Arthur Chioro dos Reis

    Médico sanitarista, professor universitário e mestre em Saúde Coletiva (Unicamp), Ademar Arthur Chioro dos Reis, 3º vice-presidente da Confederação Espírita Pan-Americana (Cepa), defende que "As pesquisas biomédicas não são contrárias às leis naturais. O homem é que tem que valorar seus atos pela solidariedade, fraternidade, igualdade, pelo respeito às diferenças, afastando-se do orgulho de querer ‘brincar de Deus’, sem consideração ao ser humano, e do egoísmo, que o leva a visar lucros, antes do bem-estar da sociedade”. Com exclusividade para o Pense, Ademar, que faz doutorado na Unifesp e reside em Santos (SP), responde a 13 questões, sobre biotecnologia, uso de patentes, racismo científico, utilização de células-tronco, embrião e processo reencarnatório, bio-ética e influenciação social do espiritismo. Conferencista e autor de livros espíritas, Ademar afirma que “do ponto de vista espírita, não se pode admitir que a manipulação genética seja efetuada para mera satisfação da vaidade ou da mercantilização da investigação científica. Não há justificativa ética que sustente tais finalidades. Mas não se pode obstaculizar o avanço de tecnologias que sejam colocadas a serviço da humanidade, como, por exemplo, a utilização da replicagem genética para a produção de órgãos destinados a transplantes ou produção de terapias que recuperem a saúde de milhões de seres desenganados." - Leia a íntegra



  • A timidez e a omissão fortalecem a injustiça social

    Entrevista de Orlando Villarraga

    Carlos Orlando Villarraga é um dos poucos espíritas que se preocupam com a questão ecológica, o bem-estar ambiental. Colombiano, radicado no Brasil, Villarraga reside em São José dos Campos (SP) e exerce a profissão de químico. De família espírita, escreveu o livro "La Conservación del Médio Ambiente Físico y Síquico", que o PENSE planeja lançar em edição eletrônica — obra rara no meio espírita onde o autor demonstra toda sua erudição, conhecimento técnico e doutrinário, que os leitores podem conferir nesta entrevista exclusiva. Ele destaca a contribuição do Espiritismo para ajudar a resolver as questões ambientais, em um mundo onde a consciência ecológica ainda é desmerecida. Para Villarraga, “a visão espiritual da vida nos convida a melhorar as condições sociais e ambientais do nosso planeta Terra”. Ele é bem crítico em relação aos alimentos transgênicos e defende uma efetiva participação das entidades espíritas federativas na discussão da questão ambiental. Leia a seguir a íntegra da entrevista. - Leia a íntegra



  • Gezsler defende mais diálogo com a sociedade

    Entrevista de Gezler Carlos West

    “O mundo, possui, hoje, um enorme abismo de diferenças tecnológicas e de capacitação humana, que propiciará, se não tomarmos medidas apropriadas, um processo de mutilação nos países mais pobres, em função da desigualdade na competição”. A síntese é do engenheiro e administrador de empresas, Gezsler Carlos West, presidente da Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo –Abrade. Nascido em Santo Amaro da Purificação (BA), mudou-se para Recife, onde também é diretor do Instituto de Intercâmbio do Pensamento Espírita de Pernambuco.
    Nesta entrevista exclusiva para o PENSE, Gezsler responde a questões da atualidade econômica brasileira e mundial e diz ser um otimista quanto à obtenção de “dias melhores, acreditando em um posicionamento cada vez maior de nossa parte no campo da cidadania e da fraternidade”. Ressalva que ainda se faz um Espiritismo mais voltado para dentro das casas espíritas, com muito pouco diálogo com os vários segmentos da sociedade.
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  • Espiritismo à moda brasileira

    Entrevista de Luís Signates

    “Kardec foi um visionário quando trabalhou a idéia de que a última fase de propagação do Espiritismo seria a da reforma social. No momento em que estivermos em condições de dar à sociedade uma opção efetivamente importante estaremos de fato dentro do caminho correto, como espíritas”. Esta conclusão do jornalista Luís Signates direciona a entrevista que deu a integrantes do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita-CPDoc, no final do ano 2000, em Santos. Participaram do encontro, Eugenio Lara, Reinaldo Di Lucia, Adhemar Chioro dos Reis e Marissol Castello Branco. Signates, jornalista e professor da Universidade Federal de Goiás, atua na área de divulgação do Espiritismo. - Leia a íntegra




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